A obediência é o melhor dom visto pelas
Jerarquias,
visto que um discípulo obediente nunca, jamais cai,
porque a todos nós vêm os perigos, porém as
Jerarquias sempre estão prontas para nos mostrar os
perigos e, se obedecemos, desaparece aquele perigo!
Porém, a desobediência é o nosso fracasso, é o
contrario da obediência, a obediência é o triunfo
que nos ajuda a nos desenvolver e estar sempre ás
ordens de superiores. A desobediência é o fracasso
de todo estudante, os dois pólos contrários aí, ou
seja, a dualidade em ação. Antes as Jerarquias, o
estudante obediente vale muito, pois esta é uma
virtude que pouco a temos, então essa é a virtude
que mais admiram eles, visto que aquele que é
obediente nunca cai, pode estar em muitos perigos,
porém, sempre as Jerarquias ou alguém lhe dá um
conselho para mostrar-lhes o perigo, ao obedecer
dissipa-se o perigo ou amargura que vem, Então levem
em conta vocês, que o que temos que cultivar é a
obediência, mas devemos ver bem a obediência,
PORQUE NÃO VAMOS SER UM TOLO, por exemplo, se nos
dizem: Jogue-se de cabeça aí. EU NÃO VOU SER TOLO E
ME JOGAR-ME AÍ, PARA FRATURAR-ME TODO! Também
devemos ver o que vamos obedecer.
Vemos nos mundos internos, demônios que se disfarçam
para fazer-nos cair. Se nós somos MANSAS
OVELHAS que fazemos tudo que nos digam, TAMBÉM NÃO
É ASSIM. Porque podemos fracassar.
Devemos
ver o que é que nos insinuam e o que devemos fazer
nesses Instantes.
Eu, por exemplo, muitíssimas vezes nos mundos
internos invocavam o Mestre Samael no início do meu
trabalho.
Aparecia o Mestre e eu ainda duvidava da sua
Jerarquia dizia: Mestre dê-me uma prova de tua
Jerarquia, porque sentia incômodo, duvidoso.
A melhor prova que uma Jerarquia pode nos dar é a
espada. Quando saca a espada e lança fogo podemos
ter a certeza e ajoelhar-nos, pois ai não tem
ninguém disfarçado, senão que é uma real Jerarquia.
Essa é a melhor prova.
Eu muitíssimas vezes conjurei o Mestre Samael,
porque eu não sou nenhum bobo que vou na conversa
dos outros, senão que por segurança, invocava,
chegava, conjurava para ver se era um demônio
disfarçado ou era o verdadeiro Mestre, então tinha
que definir e comprovar nesses momentos ante que a
pessoa que estava presente, ou seja, não devemos ser
uns tolos.
Muitíssimas vezes conjurei o Mestre Samael e, outras
vezes, pedi prova de sua Maestria porque necessitava
ter certeza com quem eu estava.
Não é que esta desobediência vai nos desbordar e nos
tornar tolos. Se nos dizem: - Jogue-se por aí.
Jogou-se e se matou!
Quando invocarem o Mestre Rabolu, o mesmo, nós
devemos ser astutos, desconfiados.
A um Mestre devemos conjurá-lo quando tenhamos
nossas dúvidas, por isto não nos castigam, pelo
contrário, nos parabenizam porque não somos um tolo.
De tolos não devemos ter nada.
Devemos
ter nossa astúcia, nossa malícia, construtiva, sã,
porém construtiva, todo mundo deve tê-la.
V. M. Rabolu
Primeiro Congresso Gnóstico Internacional, Sevilla,
Espanha 1987.